17/11 – Parque Das Dunas – 15:00
Tema do mês = Veganismo: nosso comprometimento cotidiano com a defesa dos direitos animais – Um estudo de nós mesmos.
.
.
Escolhemos o Veganismo como um meio de convivermos nos moldes da sociedade, porém, indo de encontro à exploração que esta ocasiona a
os animais. Nosso cotidiano é semelhante ao de qualquer indivíduo, contudo, nos opomos diariamente à estrutura de coisificação dos animais não-humanos, deixando de lado atitudes que financiam ou que legitimam tal segregação de direitos.
.
Desta forma, nossos atos refletem nossa ideologia e, em atitudes individuais ou em ações como ativistas, nos coloca como reflexo do que almejamos. Mostramos aos outros que é possível uma mudança de paradigmas e que o status quo pode ser quebrado. Servimos à nossa ideologia também como modelo.
.
Por questionarmos a Sociedade e, portanto, os Indivíduos, somos, também, diariamente arguidos por nossas atitudes. Em todas as esferas sociais, surge o estranhamento por aqueles que seguem o modelo estabelecido e, portanto, a exploração dos animais (não-humanos, ou mesmo, em alguns casos, de grupos marginalizados de nossa própria espécie).
.
Passa a existir, daí, uma preocupação maior em como agimos, em nosso dia a dia, com nossos familiares, amigos, vizinhos, colegas, estranhos passando na rua. Como mostrar que o comportamento do outro ocasiona tanta opressão? Como mostrar a ele que suas escolhas financiam tal estrutura?
.
Minhas ações individuais proporcionam a mudança, pois mostram aos que me cercam que existe um caminho mais justo. Mas, seria isso suficiente? Posso esperar a mudança do Outro a partir das minhas escolhas? Minhas atitudes são um reflexo do meu ideal, sendo, portanto, um comprometimento moral, ou seja, comigo mesma. Mas não sou eu o oprimido. Esperando que o outro veja, somente com atitudes individuais, outro modo de vida, não estaria deixando de mostrar a opressão? Não estaria, então, deixando de lado aqueles pelos quais faço minhas escolhas?
.
Estas escolhas devem extrapolar tal sensação: minhas ações devem exprimir meu comprometimento com a causa, com os animais não-humanos. Como posso fazer jus a tal comprometimento?
.
Atualmente, “ir além” é uma necessidade. Meu comportamento abre uma porta para mostrar a ele outro caminho, mas refutar o seu comportamento abre seus olhos e mostra que a estrutura em que vive está amparada na exploração animal. Devo lutar contra esta opressão, tanto nas microestruturas (minhas escolhas de consumo, posicionar-me em desacordo a comportamentos individuais especistas) quanto nas macroestruturas.
.
Existem, então, meios de englobar o ativismo no dia a dia? Quanto às atitudes individuais, como você atua? Como se porta nos episódios cotidianos, quando se depara com o especismo e com a exploração animal?
.
As ações individuais são, enfim, para você, um reflexo ou também uma maneira de agir diretamente contra a opressão?
.
Além disso, você ainda percebe que a exploração animal está inserida nas suas escolhas e, portanto, nas suas ações?